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Sarampo e Rubéola

SARAMPO

O sarampo é uma doença transmissível aguda, grave e extremamente contagiosa, causada por um vírus da família Paramyxoviridae.

A transmissão ocorre diretamente de pessoa para pessoa por meio de secreções nasofaríngeas expelidas ao tossir, espirrar, falar e, em menor importância, permanecer em ambientes contaminados. O período de incubação, da exposição até o surgimento dos primeiros sintomas, é, em média, de 10 dias (7 a 18 dias), sendo que a transmissibilidade ocorre 4 a 6 dias antes do aparecimento do exantema (erupções avermelhadas na pele, que começam no rosto e atrás do pescoço e passam para o tronco e membros) e dura até 4 dias após seu surgimento.

É uma doença disseminada facilmente em áreas com alta densidade populacional e não existe predisposição quanto à raça, sexo e idade. A maior letalidade está associada às condições socioeconômicas desfavoráveis. O vírus do sarampo é altamente contagioso e, na presença de pessoas não imunizadas, pode manter-se em níveis endêmicos, com comportamento sazonal, produzindo epidemias recorrentes.

Os principais sintomas são: febre alta (38,5°C), exantema, cansaço, falta de apetite e sintomas respiratórios, principalmente tosse. No quadro clínico clássico há coriza (secreção nasal), conjuntivite e fotofobia (sensibilidade à luz). Casos complicados podem apresentar otites, laringites, diarreias, pneumonia e encefalites.

RUBÉOLA

A rubéola é uma doença transmissível aguda, contagiosa, da família Togaviridae. A transmissão ocorre diretamente de pessoa para pessoa por meio de secreções nasofaríngeas expelidas ao tossir, espirrar e falar. O período de incubação, da exposição até o surgimento dos primeiros sintomas, é, em média, de 17 dias (14 a 21 dias), sendo que a transmissibilidade ocorre 5 a 7 dias antes do aparecimento do exantema e dura até 7 dias após seu surgimento.

O doente apresenta febre baixa, exantema, linfadenopatia, principalmente suboccipital, pós-auricular e cervical posterior (região do pescoço). Adolescentes e adultos podem apresentar dores generalizadas (artralgias e mialgias), conjuntivite, coriza e tosse.

Cerca de 25 a 50% das infecções pelo vírus da rubéola são subclínicas, ou seja, as infecções se desenvolvem sem apresentar sinais e sintomas clínicos característicos da doença. A rubéola pós-natal é benigna, com baixa letalidade. Sua importância clínica e epidemiológica é a infecção na gestação, podendo provocar aborto e natimorto, além de malformações congênitas características da Síndrome de Rubéola Congênita (SRC), principalmente catarata, surdez, cardiopatias, entre outras.

SUSCETIBILIDADE

O sarampo e a rubéola são doenças de distribuição universal, com variação sazonal, acometem ambos os sexos, independente a idade, desde que sejam suscetíveis (não vacinados ou que não tiveram a doença).

Centro Estadual de Vigilância em Saúde