Orientações para escolas
Medidas de prevenção e controle da Influenza (Gripe) para a comunidade escolar
VÍRUS RESPIRATÓRIOS DE INTERESSE EM SAÚDE PÚBLICA RECOMENDAÇÕES PARA A COMUNIDADE ESCOLAR 2026
Os vírus respiratórios de importância em saúde pública apresentam padrões de circulação que variam ao longo do ano e são influenciados, entre outros fatores, pelas condições climáticas. Entre esses vírus estão o vírus influenza, o SARS-CoV-2 (causador da covid-19), o vírus sincicial respiratório (VSR), entre outros.
O vírus influenza costuma circular com maior intensidade nos meses de outono e inverno, período em que há maior risco de aumento de casos e de ocorrência de surtos, podendo gerar impacto nos serviços de saúde e no ambiente escolar.
O VSR, principal causador da bronquiolite, apresenta padrão de circulação semelhante ao da influenza, porém afeta principalmente bebês e crianças menores de um ano de idade. Por esse motivo, surtos de VSR são menos comuns nas escolas.
Já o SARS-CoV-2 apresenta circulação ao longo de todo o ano, sem um padrão sazonal bem definido, podendo ocorrer aumentos repentinos de casos em diferentes períodos, influenciados por múltiplos fatores como a mobilidade da população, o tipo de ambiente, as condições climáticas, a elevada transmissibilidade e a constante mutação do vírus.
Diante desse cenário, é fundamental que as escolas mantenham atenção à identificação de casos de síndrome gripal e adotem medidas de prevenção, especialmente nos meses mais frios e chuvosos, quando os ambientes costumam permanecer mais fechados e com menor ventilação, favorecendo a transmissão dos vírus respiratórios.
O que é um caso de Síndrome Gripal?
Indivíduo com infecção respiratória, com início nos últimos 10 dias, que apresente pelo menos dois dos seguintes sinais e sintomas, sendo obrigatoriamente ao menos um sintoma respiratório: Sintomas Respiratórios: Tosse, Coriza, Dor de Garganta, Congestão Nasal / Sintomas Gerais: Febre, Dor de Cabeça, Dor no Corpo, Calafrio.
- Em menores de 2 anos, além dos itens anteriores, observar os batimentos das asas nasais, apneia, cianose, tiragem intercostal/subcostal, recusa alimentar, irritabilidade e letargia.
# Recomenda-se que alunos, professores e demais funcionários com sintomas de síndrome gripal sejam encaminhados para atendimento médico. #
1. SITUAÇÕES DE AUMENTO DE CASOS DE SG EM INSTITUIÇÕES DE ENSINO
ATENÇÃO: Não está indicada a suspensão de aulas e demais atividades na creche ou escola como medida de prevenção e controle de infecção.
Considerando o aumento do número de casos de Síndrome Gripal nas instituições, recomenda-se a adoção do afastamento temporário de alunos, docentes e demais trabalhadores que apresentem sinais e sintomas compatíveis com SG, conforme disposto abaixo, item 2. Recomenda-se, adicionalmente, a intensificação e o fortalecimento das medidas de prevenção e controle não farmacológicas em consonância com o estabelecido no item 3.
2. AFASTAMENTO DE CASOS DE SÍNDROME GRIPAL
Recomenda-se o afastamento temporário de alunos, professores e demais funcionários com sintomas de síndrome gripal (independentemente da etiologia viral) por 5 dias contados a partir da data de início dos sintomas, podendo ser liberado após este período desde que o indivíduo esteja sem febre há pelo menos 24 horas (sem uso de antitérmicos) e apresente remissão dos sintomas respiratórios. Orienta-se também, na medida do possível, manter medidas adicionais de segurança até o 10º dia.
- Uso contínuo de máscara facial bem ajustada no rosto, preferencialmente cirúrgica ou PFF2/N95;
- Evitar contato com pessoas com fatores de risco para agravamento por doenças respiratórias, em especial idosos, imunocomprometidos e pessoas com múltiplas comorbidades;
- Evitar locais com aglomeração;
- Manter distância mínima de 1 metro de outras pessoas quando sem máscara;
- Evitar viagens e refeições coletivas.
ATENÇÃO: Os contatos assintomáticos de casos de síndrome gripal não devem ser afastados das aulas e das demais atividades na creche ou na escola como medida de prevenção e controle de infecção.
Recomenda-se o monitoramento contínuo de sinais e sintomas sugestivos de síndrome gripal em todos os contactantes, bem como a manutenção das medidas adicionais de segurança.
O afastamento das atividades deve ocorrer apenas na presença de sinais ou sintomas compatíveis com síndrome gripal.
3. MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE NÃO FARMACOLÓGICAS
Aliadas à vacinação para covid-19, influenza e mais recentemente contra VSR para gestantes, as medidas não farmacológicas continuam a desempenhar papel essencial na prevenção e no controle dos vírus respiratórios.
Essas medidas devem ser aplicadas de forma integrada, especialmente em períodos de maior circulação viral e em ambientes com maior risco de transmissão.
Medidas de prevenção individual e coletiva para alunos, professores e demais funcionários:
O uso de máscaras, preferencialmente cirúrgica ou PFF2/N95, permanece como uma das principais medidas de proteção individual e coletiva. Recomenda-se seu uso por:
- pessoas com sintomas gripais, independentemente do agente etiológico;
- por aquelas que tiveram contato próximo com indivíduos com doenças respiratórias;
- por pessoas com fatores de risco para complicações, como: imunocomprometidos, idosos, gestantes e portadores de múltiplas comorbidades, sobretudo em ambientes fechados, mal ventilados, com aglomeração ou em serviços de saúde.
A etiqueta respiratória contribui para interromper a cadeia de transmissão em ambientes escolares:
- proteger com lenços (preferencialmente descartáveis) a boca e nariz ao tossir ou espirrar para evitar disseminação de gotículas das secreções; na impossibilidade de serem usados lenços, recomenda-se proteger a face junto à dobra do cotovelo ao tossir ou espirrar;
- higienizar as mãos com água e sabonete/sabão ou preparação alcoólica a 70% antes das refeições, após tossir ou espirrar ou limpar o nariz;
- evitar tocar os olhos, nariz ou boca sem prévia higiene das mãos; não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
Medidas que diminuam a contaminação de objetos e ambientes:
A manutenção da ventilação natural dos espaços, por meio da abertura de portas e janelas, reduz a concentração de aerossóis e partículas respiratórias.
A limpeza e desinfecção regular de superfícies e objetos de uso comum seguem sendo práticas importantes para o controle de infecções, sobretudo em locais de grande circulação de pessoas.
- em creches e escolas de educação infantil, lavar regularmente os brinquedos com água e sabão;
- realizar a limpeza e desinfecção das superfícies das salas de aula e demais espaços da escola (classes, cadeiras, mesas, aparelhos e equipamentos de educação física) após o uso com água e sabão seguida da desinfecção soluções desinfetantes (álcool a 70% e cloro);
- Prover, sempre que possível, lavatório/pia com dispensador de sabonete líquido, suporte para papel toalha, papel toalha, lixeira com tampa com acionamento por pedal, para o descarte de lenços e lixo.