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Medidas de prevenção e controle

A principal forma de evitar a leishmaniose é evitando a picada do flebotomíneo.

Sendo assim, em áreas com transmissão é recomendado o uso de repelentes, telas milimétricas nas portas e janelas das casas. Também são importantes medidas para evitar atração e abrigo dos vetores, como não acumular resíduos e lixo orgânico em casa, eliminar fontes de umidade e áreas de sombra nos quintais, evitar a permanência de animais domésticos dentro de casa e a criação de animais de produção próximos do domicílio.

Para prevenção nos cães é recomendado o uso permanente de coleira repelente contendo Deltametrina 4%. Cães oriundos de municípios com transmissão de leishmaniose devem ser testados antes de introduzidos em novo ambiente.

A vacinação para leishmaniose canina não impede que ocorra a infecção ou que o cão infectado transmita o parasito para o vetor, por isso não é recomendada como uma medida de saúde pública.

Na presença do vetor, um cão infectado, mesmo sem sintomas, é um risco para os seres humanos, outros cães e animais silvestres do ambiente em que vive. Além disso, pode transmitir o parasito para seus filhotes. Levar este cão ou seus filhotes para outra localidade pode introduzir a doença em uma área onde ela não existia, estabelecendo um novo foco de transmissão.

É importante que o veterinário faça a notificação do caso a Secretaria de Saúde do município para que seja investigado o local provável de infecção e adotadas as medidas de monitoramento, prevenção e controle da doença.

Devido aos riscos de transmissão, mesmo em cães tratados, e ser uma doença sem cura, é recomendada a eutanásia de cães infectados. Caso seja feita a opção pelo tratamento, o protocolo deverá conter obrigatoriamente o medicamento Miltefosina. O cão em tratamento deverá ser mantido com coleira repelente de Deltametrina 4% permanentemente, e ser monitorado por toda vida, uma vez que o tratamento não impede que o cão seja fonte de infecção para o vetor. É importante que o cão infectado não seja usado como reprodutor, sendo recomendada a castração do animal.

A vigilância da LV compreende as pesquisas entomológicas e a epidemiologia dos casos humanos e caninos.

Centro Estadual de Vigilância em Saúde