Aranhas
Os envenenamentos por aranhas predominam no Rio Grande do Sul com relação aos demais acidentes por animais peçonhentos. Existem duas espécies de aranha de importância médica no estado, cujos envenenamentos podem ser tratados com soro antiveneno: Loxosceles intermedia, a aranha-marrom, e Phoneutria nigriventris, a aranha-armadeira.
A aranha-marrom é característica de centros urbanos e de áreas rurais, e pode permanecer dentro das residências, escondidas atrás de mobiliário e, por vezes, no meio das roupas pessoais, roupa de cama e toalhas. São aranhas de hábitos noturnos. Os acidentes ocorrem quando o paciente esmaga a Loxosceles acidentalmente contra o próprio corpo ao se vestir, calçar sapatos ou limpar a casa. Não é uma aranha agressiva.
Já a armadeira é um aracnídeo de maior tamanho e apresenta comportamento reativo – ao se sentir ameaçada, pode saltar sobre a pessoa ou animal, causando o acidente. A armadeira é mais comum em áreas rurais e pode entrar em galpões, porões, e até nas residências durante o período reprodutivo, entre os meses de março e maio (há um pico de acidentes neste período), quando os machos se tornam errantes em busca de fêmeas.
O maior número de acidentes está relacionado ao maior consumo de soro antiaracnídico no verão, principalmente nas 1ª, 5ª e 6ª CRS, devido aos acidentes causados por aranha-marrom.
