Existem diversas lagartas urticantes no Rio Grande do Sul, mas a Lonomia obliqua, conhecida como taturana, é a única que pode causar acidentes graves com a necessidade do uso de soro antilonômico. O seu ciclo de vida é de, em média, 150 dias. A fase de lagarta, que representa perigo devido à presença das cerdas urticantes, tem duração de 60 dias. Durante esta fase da vida, as lagartas permanecem agregadas em troncos de árvores durante o dia e, à noite, sobem para as copas para se alimentar de folhas. Por esta característica de permanecerem agregadas, quando um acidente ocorre, o paciente entra em contato com vários animais ao mesmo tempo. Em 2022 houve 146 acidentes lonômicos, com predominância nos meses de mais calor, que coincidem com a fase de lagarta do inseto.
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