Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Secretaria da Saúde
Início do conteúdo

Febre Amarela

A febre amarela é uma doença causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores. A doença possui dois ciclos: o ciclo urbano e o ciclo silvestre. No ciclo urbano, o vírus é transmitido por mosquitos Aedes aegypti e o principal hospedeiro são os seres humanos. Já no ciclo silvestre, a doença é transmitida por mosquitos adaptados aos ambientes de mata, dos gêneros Haemagogus e Sabethes, e os principais hospedeiros são os primatas não humanos (PNH). No Brasil, a transmissão de febre amarela somente ocorre pelo ciclo silvestre. A transmissão por Aedes aegypti (ciclo urbano) não ocorre em território nacional desde 1964.

No Rio Grande do Sul, o vírus da febre amarela é transmitido em ciclos silvestres envolvendo mosquitos da espécie Haemagogus leucocelaenus e PNHs, principalmente bugios. Caso um humano não vacinado adentre as áreas de mata onde está ocorrendo a circulação do vírus da febre amarela, com presença de mosquitos infectados, ele pode ser picado e, acidentalmente, contrair o vírus.

Os PNHs são vítimas da doença. Por serem muito sensíveis ao vírus e apresentarem sinais clínicos semelhantes aos de seres humanos, a morte de um PNH (chamada de epizootia) é um sinal de alerta para a circulação do vírus da febre amarela no ambiente silvestre. Assim, os PNHs são considerados como sentinelas importantes para a Vigilância em Saúde, pois direcionam os locais de vacinação da população.

Conforme a Portaria Nº 782, de 15 de março de 2017, a ocorrência de epizootias é de notificação obrigatória em todo o território nacional, através da Ficha de epizootia

Desde 2021, a distribuição vetorial dos mosquitos e a ocorrência de epizootias de febre amarela pode ser acessada no Painel de Monitoramento de Arboviroses no RS.

A vigilância da febre amarela é realizada por meio de dois eixos principais:

  • Vigilância Entomológica: Monitoramento de mosquitos da família Culicidae (vetores da doença) para detecção precoce da circulação viral.
  • Vigilância de Epizootia: Primatas não humanos atuam como sentinelas, pois são altamente sensíveis ao vírus e desenvolvem quadros graves, muitas vezes fatais. Suas mortes servem como alerta para a circulação do vírus em determinadas regiões.
Centro Estadual de Vigilância em Saúde