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Situação Epidemiológica/Dados

Na avaliação da série histórica dos casos notificados no estado de 1984 a 2016 observa-se que, na década de 80, havia alta incidência da doença com ciclos de 2 a 4 anos. No final da década de 90 e na década de 2000 houve importante queda da incidência que aumentou apenas a partir de 2015, apresentando taxas maiores que nos anos pré implantação da vacina, conforme apresentado na figura 1. É provável que a baixíssima incidência no período de 1999 a 2014 seja decorrente da implantação da vacina tríplice viral (MMR- serviço privado) a partir de 1997 mas também devido à subnotificação, por não estar no elenco das doenças de notificação compulsória.

Figura 1 Taxa de incidência de caxumba e Cobertura Vacinal (tríplice viral), 1ªdose,  por ano, RS, 1984-2016*

Taxa de incidência de caxumba e Cobertura Vacinal (tríplice viral), 1ª dose,  por ano, RS, 1984-2016*
Taxa de incidência de caxumba e Cobertura Vacinal (tríplice viral), 1ª dose, por ano, RS, 1984-2016* - Foto: CEVS/SES-RS *dados preliminares

Observa-se uma mudança no perfil de ocorrência da doença (Figura 2), que acometia menores de 10 anos na era pré-vacinal e passa a apresentar maior número de casos com deslocamento da idade para adolescentes de 15-19 anos e adultos de 20-29 anos a partir de sua reemêrgencia em 2015.

Figura 2 Distribuição dos casos notificados de caxumba por faixa etária e ano, RS, 1984-2016*

Distribuição dos casos notificados de caxumba por faixa etária e ano, RS, 1984-2016*
Distribuição dos casos notificados de caxumba por faixa etária e ano, RS, 1984-2016* - Foto: CEVS/SES-RS *dados preliminares

Surtos de Caxumba

Surtos de caxumba entre escolares com altas coberturas vacinais têm sido descritos na literatura internacional. Segundo o Center of Disease Control (CDC), desde a era pré-vacinal, houve uma diminuição de mais de 99% nos casos de caxumba nos Estados Unidos, entretanto, nos últimos anos, surtos ocorreram em ambientes onde há contato próximo como escolas e faculdades, com tamanho, duração e propagação limitada. Na Europa, a Bélgica, República Tcheca, Inglaterra e País de Gales relataram surtos de caxumba predominante em escolares adolescentes em 2011 e Sérvia (2012), Holanda (2013) e França em adultos jovens em 2013.

No Rio Grande do Sul, a notificação de surtos no Sinan foi implementada em 2016, por isso não há série histórica. No entanto, desde 2015 há notificação de surtos da doença, nos municípios de Porto Alegre, Canoas, Canela e Jaguarão. Em 2016, foram notificados 449 surtos envolvendo 2473 indivíduos. A coordenadoria regional de saúde (CRS) que apresenta maior número de surtos é a 3ª CRS (234 surtos), seguida da 2ª CRS (105 surtos). Os municípios de Rio Grande (208 surtos) e Porto Alegre (82 surtos) apresentaram a maior ocorrência de surtos (dados preliminares).

Arquivos anexos

Centro Estadual de Vigilância em Saúde