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Medidas de Prevenção e Controle

A suscetibilidade é geral. A imunidade pode ser naturalmente adquirida pela passagem de anticorpos maternos via transplacentária, que protegem o bebê nos primeiros meses de vida, ou através de infecções inaparentes atípicas, que conferem imunidade em diferentes graus, dependendo da maior ou menor exposição dos indivíduos. A imunidade também pode ser adquirida ativamente pela vacinação com o toxóide diftérico, a medida de controle mais importante da difteria. O emprego sistemático dessa vacina, com altas coberturas vacinais ao longo do tempo, além de diminuir a incidência de casos clínicos, determina importante redução do número de portadores, induzindo a chamada “imunidade coletiva ou de rebanho”.

Os indivíduos adequadamente imunizados neutralizarão a toxina produzida pelo bacilo diftérico, responsável pelas manifestações clínicas da doença.

Considera-se adequadamente vacinado quem recebeu 3 doses de vacina tríplice bacteriana (DTP) - contra difteria, tétano e coqueluche, ou tetravalente (DTP+Hib), ou pentavalente (DTP+Hib+Hepatite B). O primeiro reforço é aplicado aos 15 meses e o segundo reforço aos 4 anos de idade. Além disso é necessário reforços com a vacina dupla bacteriana tipo adulto (dT) a cada 10 anos.

Os casos suspeitos devem ser notificado e investigados e ainda se deve realizar a investigação dos comunicantes, devido ao curto período de incubação e à alta transmissibilidade da doença. O procedimento visa à detecção precoce de outros casos. Nesse sentido, é importante desencadear busca ativa, ou seja, ir à comunidade, escola, local de trabalho e perguntar se há casos de “amigdalite”. Além disso, deve-se verificar se, nos serviços de emergência e internação, apareceram casos com clínica compatível com difteria, pois a instituição da terapêutica específica, o mais precocemente possível, diminui a letalidade da doença.

Centro Estadual de Vigilância em Saúde