Governo do Estado do Rio Grande do Sul
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Situação Epidemiológica/Dados

Distribuição dos vírus respiratórios dos casos de SRAG (.pdf 187,97 KBytes)

Em 2009 uma nova variante antigênica do vírus influenza surge no cenário mundial - Influenza A(H1N1)pdm09 . Esta variante acometeu um grande número de países no mundo, sendo considerada como a primeira pandemia de influenza do século XXI. Durante a pandemia, no estado do Rio Grande do Sul (RS), foram confirmadas para influenza 3572 pessoas, das quais 298 evoluíram para óbito.

A partir deste ano foi implantada como estratégia para acompanhar a circulação de influenza a Vigilância de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), um tipo de vigilância universal  onde todo o caso de SRAG internado em qualquer hospital do estado deve ser notificado e ter uma amostra coletada para pesquisa viral.

Em 2010, provavelmente em função do esgotamento de suscetíveis pela doença e pela vacinação (quase 50% da população gaúcha), o vírus Influenza A(H1N1)pdm09 não foi identificado entre os SRAG notificados. Neste mesmo ano a Organização Mundial da Saúde (OMS) declara que o mundo está na fase pós pandêmica, momento no qual  o vírus passa a ser considerado sazonal, por ter comportamento semelhante aos demais vírus influenza que circulam atualmente.

O predomínio de cada tipo de vírus varia em cada temporada. De 2011 a 2013 o vírus que predominantemente circulou foi o Influenza A(H1N1)pdm09, mas o Influenza A(H3N2) e o Influenza B também foram identificados entre os casos de SRAG notificados. Em 2014 e 2015, a circulação do vírus A(H1N1)pdm09 teve baixa intensidade, predominando o A(H3N2).

O ano de 2016 foi marcado por uma antecipação da circulação do vírus e caracterizou-se como o segundo pico epidêmico do vírus influenza A(H1N1) desde a pandemia de 2009.

Ressalta-se que entre os casos notificados identificam-se outros vírus respiratórios, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o agente etiológico mais importante como causa das internações por SRAG durante todos os anos entre os vírus respiratórios pesquisados (influenza, VSR, Adenovírus e Parainfluenza I, II, III).

Distribuição dos vírus respiratórios dos casos de SG (.pdf 188,16 KBytes)

Outra estratégia para acompanhar a circulação de influenza é por meio da vigilância em Unidades Sentinelas (US), que monitoram em nível ambulatorial os vírus respiratórios de casos de Síndrome Gripal (SG). A rede de US de SG do estado é composta por sete estabelecimentos de saúde que tem como objetivos principais identificar as variações sazonais, detectar comportamentos atípicos na circulação dos vírus e promover cepas virais para a formulação da vacina influenza.

Ao longo dos anos observa-se que, entre os vírus pesquisados, o vírus influenza A predomina na maioria dos anos, mas o vírus influenza B circula concomitantemente entre os casos de SG.

Em 2013 ocorreu um pico de circulação do vírus influenza A entre os casos de SG, em 2014 o predomínio foi dos vírus Influenza B e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Em 2015, a distribuição dos vírus foi mais homogênea, com um leve predomínio do influenza A e 2016 é marcado pela antecipação da sazonalidade com predomínio do influenza A.

Tabela de indicadores (.pdf 173,35 KBytes)

A partir da avaliação dos coeficientes de incidência (CI) e dos coeficientes de mortalidade (CM) dos últimos seis anos, pode-se sugerir  que de dois em dois anos há um aumento da morbimortalidade do vírus influenza. Os anos de pico depois da pandemia ocorreram em 2012, 2013 e 2016. O ano de 2016 atingiu a maior incidência e mortalidade depois do ano pandêmico. A letalidade hospitalar que indica a gravidade da doença, tem se mantido estável dentro do esperado (10 a 20%).

Centro Estadual de Vigilância em Saúde