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Secretaria da Saúde institui comitê de monitoramento de eventos de saúde pública

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Secretária Arita assina portaria instituindo o comitê.
Secretária Arita assina portaria instituindo o comitê. - Foto: Divulgação/SES

A secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, assinou nesta quarta-feira (25) a portaria que instituiu o Comitê de Avaliação e Monitoramento dos Eventos de Saúde Pública. A atuação do comitê busca facilitar a tomada de ações de monitoramento e resposta em situações que podem constituir potencial ameaça, como surtos e epidemias, doenças de causa desconhecida, alteração no padrão de doenças conhecidas, levando em conta a disseminação, gravidade e vulnerabilidade desses agravos. A dengue, o sarampo e a febre amarela são exemplos de assuntos que podem vir a receber atenção do comitê, variando conforme o momento do ano e da situação das doenças no Estado ou país.

A coordenação é do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) e a sua composição conta ainda com representantes do Laboratório Central do Estado (Lacen), de outras áreas da SES (departamentos de Ações em Saúde, Assistência Hospitalar e Ambulatorial, Regulação Estadual, assessorias de Planejamento e Comunicação Social), além da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Secretaria da Saúde de Porto Alegre e Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems/RS). O comando geral será da secretária Arita Bergmann quando ela estiver presente ou sediar uma reunião.

De acordo com a situação epidemiológica, o comitê pode vir a convidar técnicos e gestores de outras áreas dos governos municipais, estadual e federal, de outras instituições e entidades técnico-científicas relacionadas com o assunto ou profissionais especializados para atuarem como apoio técnico.

 

Enfrentamento ao Aedes

A assinatura da portaria pela secretária ocorreu durante reunião de avaliação da situação do Aedes aegypti no RS. O mosquito é o transmissor da dengue, zika e chikungunya. Para a atividade, o Cevs convidou os 112 municípios do Estado que tiveram caso autóctone de dengue confirmado em 2019 ou que estão com índice de infestação predial do inseto no nível de risco (acima de 3,9% dos imóveis vistoriados com a presença de criadouros com larvas do mosquito).

A atividade, realizada em Porto Alegre, apresentou as perspectivas da dengue, zika e chikungunya para o próximo período de sazonalidade, que inicia com a chegada do verão e vai até maio. Durante o evento foram ainda discutidas estratégias de controle do mosquito, assim como a relação com a Atenção Básica e capacitações de equipes.

O Rio Grande do Sul registrou neste ano 1.281 casos de dengue, dos quais 1.072 deles autóctones, ou seja, com a transmissão dentro do Estado. Zika e chikungunya também tiveram um caso autóctone cada confirmados no RS.

Centro Estadual de Vigilância em Saúde