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Perguntas e Respostas

As pessoas que residem no Estado não apresentam risco de contrair a febre amarela, neste momento, pois não há circulação do vírus no nosso meio. Somente os viajantes não vacinados que irão se deslocar para áreas com circulação da febre amarela têm maior risco de contrair a doença.

Sim. A última ocorrência, no Estado, de casos positivos para febre amarela em macacos e em humanos foi em 2008/2009. Depois deste período, não houve mais circulação do vírus da febre amarela no Rio Grande do Sul. A Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Estado investiga rotineiramente a morte de primatas não humanos (macacos), bem como monitora a circulação viral através da captura e coleta de amostras destes animais.

Não, os macacos não transmitem febre amarela. O ato de matar ou agredir esses animais, além de crime ambiental, pode contribuir para que a febre amarela chegue até as pessoas. A doença é transmitida exclusivamente pela picada de mosquitos infectados com o vírus e só adoecem as pessoas não vacinadas. Os macacos são vítimas da doença, assim como as pessoas. O que acontece é que os macacos, por viverem nas matas junto com os mosquitos, são os primeiros a ficarem doentes e começam a morrer, dando um importante alerta sobre a chegada da doença. A população deve avisar aos órgãos de saúde (Secretarias Municipais e/ou Estadual) se souber da existência de macacos mortos ou doentes. Os macacos devem ser preservados, pois apenas eles podem nos dar esse sinal da chegada da doença. Matá-los vai fazer com que a doença chegue mais rápido até o homem, pois não havendo humanos, os mosquitos vão procurar picar as pessoas.

A febre amarela é uma doença aguda febril, com sintomas considerados inespecíficos, como febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos, por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é menos comum e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiência hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. Podem ocorrer ainda hemorragias gastrointestinais que comumente se manifestam como evacuação de fezes negras e vômito negro de sangue digerido. A insuficiência renal, caracterizada pela anúria (déficit na produção de urina), e a insuficiência hepática são complicações comuns.

Os sintomas da febre amarela podem ser confundidos com outras infecções agudas febris, como outras doenças infecciosas do sistema respiratório, digestivo ou urinário. Formas graves com quadro clínico clássico ou fulminante devem ser diferenciadas de malária, leptospirose, febre maculosa, dengue grave e dos casos fulminantes de hepatite. É fundamental que o paciente informe ao seu médico, quando houver suspeita da doença, que reside ou viajou para área com circulação do vírus da febre amarela.

Estudos têm demonstrado que a doença ocorre com maior frequência nos meses de dezembro a maio. É a estação das chuvas e temperaturas elevadas, quando há um aumento das populações de mosquitos, favorecendo a circulação do vírus.

O diagnóstico da febre amarela é clínico, epidemiológico e laboratorial. O Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN-RS) realiza o diagnóstico laboratorial da doença por meio do exame de sangue, através do teste sorológico com captura de IgM em ensaio enzimático, o MAC-ELISA e através da detecção de antígenos virais e do RNA viral (PCR).

Não existe medicação específica para o tratamento da febre amarela. O tratamento atual baseia-se em terapia de suporte, visando manter o estado geral do paciente sob controle. Os casos mais graves podem ir a óbito. Casos mais leves e moderados podem evoluir para alta. Acredita-se que a recuperação do paciente esteja principalmente relacionada à carga viral recebida na infecção e ao estado imunológico.

A febre amarela silvestre é transmitida através da picada de mosquitos Haemagogus ou Sabethes, que vivem em matas e vegetações. Esses mesmos mosquitos infectados picam macacos e humanos que entram em contato com a área de transmissão. O macaco não transmite a doença diretamente para as pessoas, assim como não há transmissão de pessoa a pessoa. A doença, portanto, é transmitida somente pela picada de mosquitos infectados com o vírus.

Qualquer pessoa que não tenha sido vacinada, que more ou visite áreas onde há transmissão da doença, pode ter febre amarela, independentemente da idade ou sexo.

A diferença entre a febre amarela urbana e a silvestre é o vetor: na cidade, a doença é transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo mosquito que transmite a dengue, e na mata, é transmitida pelos mosquitos do gênero Haemagogus e Sabethes. Apesar disso, o vírus transmitido é o mesmo, assim como a doença resultante da infecção. Desde 1942, entretanto, o Brasil não registra casos de febre amarela urbana. No momento atual, embora exista algum risco de reurbanização da doença, até o momento, nenhum caso urbano, de transmissão pelo Aedes Aegypti foi identificado.

A área de circulação do vírus da febre amarela, considerada de risco de transmissão para seres humanos, vem crescendo de forma progressiva desde 2000. Certamente, o processo de desmatamento com consequente desequilíbrio ambiental, aliado ao aumento do ecoturismo e da construção de moradias em áreas próximas a matas, tem contribuído para o aparecimento de epidemias de febre amarela, com surtos registrados de tempos em tempos.

A melhor forma de prevenção é a vacinação. Todas as pessoas, dos 09 meses aos 59 anos de idade devem receber uma dose da vacina. A vacinação de pessoas com mais de 60 anos de idade, gestantes e mulheres que estejam amamentando crianças menores de 06 meses deve ocorrer em situações especiais - como emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco, mediante a avaliação de risco/benefício, feita por um médico. Em mulheres que estejam amamentando, pode-se considerar a suspensão do aleitamento materno por 10 dias. Pessoas com imunodepressão deverão ser avaliadas e vacinadas segundo orientações do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE). De modo geral, todos devem evitar o contato com ambientes silvestres e aplicar repelentes de mosquitos, observando as recomendações de cada fabricante em relação ao prazo de ação efetiva de cada produto.

A vacina é a melhor medida de prevenção contra a doença. A vacina utilizada no Brasil é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz e está disponível para a população nas Unidades básicas de Saúde dos municípios do Estado. Uma dose única da vacina da febre amarela é suficiente para conferir uma imunidade sustentada e uma proteção para toda a vida contra esta doença, não sendo necessária a dose de reforço.

Não. A vacina contra a febre amarela é segura. A ocorrência de eventos adversos, que são efeitos não esperados relacionados à vacina, é extremamente rara, com registros de 1 caso a cada 400 mil doses aplicadas.

Os viajantes de 09 meses a 59 anos, que forem se deslocar para áreas afetadas e/ou áreas com circulação comprovada de febre amarela, especialmente as pessoas que seguirão para áreas rurais ou de mata (para prática de ecoturismo, por exemplo), deverão estar vacinados com uma dose e manter o comprovante de vacinação. A SES-RS recomenda que as pessoas não vacinadas previamente para febre amarela, vacinem-se pelo menos 10 dias antes da sua viagem. As informações dos países, para os viajantes internacionais, sobre a exigência ou recomendação da vacina da febre amarela, está disponível no sítio eletrônico da ANVISA, em https://civnet.anvisa.gov.br/app/viajante/login?wicket-crypt=XCdSVbnyD3g, clique em "Exigências de Viagem" e selecione os países que deseja visitar. Os Municípios brasileiros considerados como áreas afetadas, de acordo com o informe do Ministério da Saúde, estão disponíveis para consulta neste sítio eletrônico, no banner Municípios brasileiros considerados áreas afetadas por febre amarela, de acordo com o último informe do Ministério da Saúde, 2019.

O CIVP pode ser emitido eletronicamente, através de conexão à rede de internet. Os navegadores recomendados para este fim são: Chrome, Firefox, Safari e Microsoft Edge. A solicitação pode ser feita em dispositivos móveis (iOS e Android), e os navegadores recomendados são: Chrome, Firefox e Safari.

1º PASSO: Cadastramento no Portal de Serviços do Governo Federal
− Acesse a página www.servicos.gov.br ; − No canto superior direito clique em ENTRAR / CADASTRAR − Na tela seguinte clique em CADASTRAR − Informe CPF, nome completo e e-mail, digite os caracteres exibidos e clique e CONTINUAR
Na tela seguinte responda as informações solicitadas e clique em continuar. Uma solicitação de confirmação será enviado para o e-mail cadastrado. O cidadão deverá abrir o seu e-mail e clicar no link recebido através do seu e-mail e criar uma senha.

2º PASSO: Fazer a solicitação de emissão do Certificado Internacional de Vacinação
− Acessar a página www.servicos.gov.br ; − No canto superior direito clique em ENTRAR − Fazer login com o CPF e senha cadastrada − Em seguida digitar a solicitação do serviço “Certificado Internacional de vacinação” − Clicar no botão “Solicitar” − Preencher os dados pessoais − Anexar arquivo de imagem ou cópia digitalizada do documento oficial (passaporte, carteira de identidade ou certidão de nascimento) − Preencher os dados da vacina (lote, data da aplicação da vacina) − Anexar arquivo de imagem ou cópia digitalizada do comprovante de vacinação nacional com os dados completos (nome completo do cidadão, nome da unidade onde foi aplicada a vacina, identificação da vacina, data da vacina, nome do fabricante da vacina, número do lote da vacina e assinatura do vacinador).
Após preencher os dados e anexar os arquivos, o cidadão deverá finalizar e encaminhar a solicitação para análise. Nesse momento o cidadão receberá um e-mail informando que o seu pedido foi recebido com sucesso e que deverá aguardar até 5 dias úteis para o recebimento do resultado. Dentro desse período o cidadão receberá um email com o seu resultado que poderá ser: deferido, indeferido e ou exigência. Quando deferido, o cidadão receberá um email com um anexo do certificado, que deverá ser impresso em folha de papel A4 e posteriormente assinado conforme documento oficial. Caso sejam feitas exigências, ou for indeferido, o cidadão deverá seguir as orientações do analista pelo email recebido e reenviar para análise.

Centro Estadual de Vigilância em Saúde