Governo do Estado do Rio Grande do Sul
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Medidas de Prevenção e Controle

Geralmente a infecção confere imunidade permanente, embora o sistema imunológico não seja capaz de eliminar o vírus. Devido a isso, em cerca de 10 a 20% dos indivíduos que tiveram a doença, principalmente em idosos e em imunodeficientes, o agente infeccioso, que permanece latente no organismo, pode ser reativado décadas depois manifestando-se como herpes zóster. 

A vacinação é a forma mais eficiente de prevenir a ocorrência da doença na população. No Brasil, a vacina tetraviral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela) está disponível na rotina de vacinação infantil desde 2013, devendo ser administrada aos 15 meses de idade se a criança tiver recebido uma dose da vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), sendo disponibilizada até 4 anos de idade. Caso a criança não tenha recebido a tríplice antes dos 15 meses, esta deverá ser administrada, devendo ser agendada a tetraviral pelo menos 30 dias após a tríplice.

A vacina varicela monovalente é indicada para vacinação de bloqueio em casos de surto hospitalar. Os povos indígenas tem acesso à vacinação contra a varicela desde 2002,  sendo que nesse grupo está indicado uma segunda dose com a monovalente da varicela aos 4 anos. A eficácia global da vacina é de aproximadamente 70% contra a infecção, e de mais de 95% contra as formas graves da doença.

Medidas Controle

Gerais: 

  • Lavar as mãos após tocar nas lesões.
  • Isolamento – indivíduos com varicela não complicada só devem retornar às atividades de rotina (creche, escola, trabalho) após todas as lesões terem evoluído para crostas.
  • Desinfecção – concorrente dos objetos contaminados com secreções nasofaríngeas.
  • Identificar o número de pessoas com comprometimento imunológico e as gestantes suscetíveis que tiveram contato com os casos para administração da imunoglobulina humana antivaricela-zoster (IGHAVZ) no período de 96 horas.

Em caso de surtos em creches/escolas:

  • Identificar o número de crianças entre 15 meses e 5 anos de idade incompletos que não tiveram varicela e que frequentaram a instituição nas últimas quatro semanas, para atualização do esquema vacinal nas unidades de saúde.
  • Monitorar o aparecimento de casos novos.
  • Após 21 dias sem novos casos, considera-se o surto controlado.
  • As crianças com varicela deverão ficar no seu domicílio até que todas as lesões tenham evoluído para crosta. 

Surtos Hospitalares:

  • Pacientes internados – isolamento de contato e respiratório até a fase de crosta.
  • Vacinação de bloqueio nos comunicantes suscetíveis imunocompetentes acima de nove meses de idade, até 120 horas (cinco dias) após o contato.
  • Administrar IGHAVZ nas crianças menores de 9 meses de idade, gestantes suscetíveis e imunocomprometidos, até 96 horas (quatro dias) após o contato com o caso índice.

Nas situações de controle de surto em hospitais, mesmo utilizando a vacina, é importante lembrar que existe a possibilidade de que um pequeno percentual de pessoas desenvolva a doença.

Centro Estadual de Vigilância em Saúde